Olá moçada! Depois de um deliciosa semana em Maceió, estou de volta.

Foram sete dias maravilhosos. Maceió (e Alagoas) é uma terra abençoada pela natureza. Evidentemente, não posso dizer o mesmo do ponto de vista social, já que há muita, muita pobreza e sinais escancarados de profundas desigualdades sociais.

Me atendo ao âmbito do turismo, nas próximas semanas vou falar um pouco do que passei como visitante da capital alagoana. E para começar, quero falar do hotel no qual fiquei hospedado, o Pajuçara Praia Hotel (www.pajucarahotel.com.br).

Como minha esposa e eu (e mais seis parentes e amigos que foram conosco) compramos um pacote pela TAM Viagens, tivemos que escolher entre as dezenas de opções oferecidas. Optamos pelo Pajuçara Praia Hotel por três motivos básicos: 1) Boa localização, em frente à Praia de Pajuçara; 2) Bom custo-benefício; 3) Piscinas bacanas (afinal, tem hora que a gente enjoa da água salgada, mas quer continuar na água).

Antes da escolha, varremos a internet em busca de opiniões sobre o hotel. Haviam poucas e a maior parte delas era positiva, então ficamos sossegados. Como ouvimos dizer que o hotel entraria em reforma, mandei uma mensagem para o hotel e eles nos informaram que a reforma começaria apenas em maio. Como nossa viagem seria de 24/04 a 01/05, ficamos “de boa”.

O que eu não imaginava é que o aparente custo-benefício não ia se concretizar. Ficou só no bom custo, já que o benefício foi por água a baixo.

Pajuçara Praia Hotel

Pajuçara Praia Hotel (clique p/ ampliar)

Nosso voo à Maceió chegou no sábado, dia 24/04, por volta das 12h40. Fomos recebidos pela Transalagoas, empresa contratada pela TAM Viagens para nosso translado. Como estávamos em oito pessoas, enchemos uma van praticamente sozinhos. Chegamos no hotel umas 13h. Para começar, demoraram um bocado para nos passar as chaves (cartões) dos apartamentos. Por quê? Os apartamentos não estavam prontos. Depois de uns 20 minutos, minha esposa e eu, minha cunhada e meu concunhado e minha sogra conseguimos nossos quartos. Minha irmã, o namorado dela e meu cunhado tiveram que aguardar cerca de duas horas para receberem suas chaves. Duas horas! E os pacotes foram comprados em janeiro! Ou seja, as reservas estavam feitas há quase quatro meses. Um absurdo!

Mas os problemas não pararam por aí: os quartos usam aquele sistema de cartão, no qual o cartão abre a porta e aciona a energia. No quarto da minha cunhada e do meu concunhado, o tempo todo a chave se descodificava e eles não conseguiam entrar no quarto. Isso aconteceu nos três primeiros dias de estada. Já no caso da minha esposa e eu, nosso quarto sofria blecautes: de repente a energia era cortada e só voltava quando a gente retirava o cartão do console e o recolocava depois de uns dois minutos. Uma merda.

Na terça-feira (27), minha esposa e eu fomos superpreendidos com uma goteira no banheiro, justamente em cima do vaso sanitário. Abriu-se um buraco no gesso do teto. Ou seja, se eu quisesse mijar ou dar uma cagada, teria que aguentar um pinga-pinga na cachola. Para remediar o problema, tive que encher o buraco com papel higiênico. Pode?

Outra coisa incômoda no hotel é que eles parecem não se preocupar muito com a pontualidade. Exemplo: a bela piscina da cobertura, um dos carros-chefe do hotel, abre apenas às 10h. Por três vezes minha esposa e eu subimos à cobertura às 10h e encontramos a porta que dá acesso à piscina fechada. Ridículo.

Os elevadores do hotel também são meio loucos. Por diversas vezes, a porta se fechou em cima da gente enquanto saíamos dele. Troço perigoso!

Agora, o que me emputeceu mesmo foi a questão da reforma do hotel. Lembram que eu havia os consultado sobre a data das obras? Me disseram que começaria após o dia 1º de maio. Pois é. O problema é que na quarta-feira (28), a batucação começou. As obras pareciam ocorrer no 3º, 4º e até 6º andares. Um inferno de barulho. Reclamei feio para o gerente, que apenas me ofereceu uma troca de quarto. Achei pouco, muito pouco. Foi muita incompetência do hotel. Foi muita falta de consideração.

Mas, para ser justo e fazer disso uma análise isenta, há que se ressaltar que houveram pontos positivos no Pajuçara Praia Hotel. O primeiro deles é o atendimento do pessoal, que sempre foi muito gentil e solícito. Destaque para o Jaílson e o Fábio, mensageiros, que foram muito legais com a gente. A recepcionista argentina (da qual não me lembro o nome), apesar de muito séria, também foi bem bacana e prestativa.

O café da manhã do hotel é muito legal, apesar de achar que faltam mais itens regionais. Pelo menos tem uma tapioca bem gostosa. O restaurante também tem boas opções de prato. Apenas achei os preços salgados em comparação com os outros restaurantes (muito bons) de Maceió.

Os quartos são confortáveis e os banheiros são muito bons. Destaque para o chuveiro, que é excelente. A limpeza também não deixa a desejar.

Outra coisa que achei muito legal é que o hotel empresta toalhas para que os hóspedes usem nos passeios, sem custo. Isso foi uma mão na roda, porque se a gente tivesse que lavar e secar todos os dias nossas únicas duas toalhas, seria um saco.

Por fim, as piscinas são ótimas. A do térreo tem a profundidade ideal e tem boa visão para a avenida e a orla. A da cobertura (quando está aberta), tem uma vista maravilhosa, embora seja muito rasa. O serviço de bar e ótimo e a caipirinha servida é uma delícia.

Confesso que não sei se posso recomendar o Pajuçara Praia Hotel a vocês. Na verdade, pelo preço, é uma boa opção. Mas se você quiser bastante conforto, recomendo que procurem outras opções em Maceió.

UPDATE EM 02/04/2011

Gostaria de dar uma atualizada neste texto para fazer algumas considerações envolvendo os comentários deixados no post.

Para Sofia Nogueira: Acredito que, independente de o preço estar abaixo da tabela, qualquer hotel que se preze deve ter bom atendimento. Preço baixo ou menor que os dos concorrentes não pode ser desculpa para deixar de prestar um bom serviço. Quanto às reclamações, saiba que todas as queixas aqui relatadas no post foram feitas à gerência do hotel, especialmente no caso da reforma do hotel.

Para Marcelo Lemos: De fato, pode ser que meu post não reflita a realidade. Talvez tenhamos dado azar. De qualquer forma, eu e meus familiares nos sentimos prejudicados pelo hotel, principalmente no caso da reforma. No entanto, acho importante frisar que meu texto destaca pontos positivos e negativos sobre o hotel e não apenas negativos como parecem querer sugerir.

Para Drigo: Em primeiro lugar, discordo da sua afirmação de que meu texto possui “tantos pontos negativos”. Justiça seja feita: há pontos negativos e há pontos positivos. Busquei fazer uma avaliação imparcial, mas coerente com o que passamos. Em segundo lugar, camarada, você deu muita sorte. Em nenhum momento meus familiares e eu fomos mal atendidos pela equipe do hotel. Pelo contrário. No entanto, tivemos muitos problemas. Também tivemos nossos doentes (meu cunhado e meu concunhado), que sofreram de séria gastroenterite (depois de comerem no tal Restaurante Parmegiano) e tiveram que ir para o hospital. Ninguém do hotel acompanhou, como aconteceu com vocês. Além disso, não rolou nada de sopinha e água de coco no quarto sem cobrança. Não ofereceram nada. E pior: na manhã seguinte, minha sogra quis levar o café da manhã do meu cunhado no quarto (já que o rapaz estava debilitado e não podia descer para comer) e queriam cobrar por isso. Fala sério, né?